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Fórum de Negócio 

Foi realizado no dia 31 de Agosto do corrente ano no Palácio de Ferro, em Luanda, o Fórum de Negócios sobre o tema "Os Grandes Desafios da Engenharia na Indústria Petrolífera e Mineira em Angola", promovido pela Câmara de Comércio Americana em Angola e pela Ordem dos Engenheiros de Angola, estavam presentes o Bastónário da OEA, o presidente da AMCHAM Angola, Ministro e Secretário de Estado dos Recursos Minerais e dos Petróleos, empresários, investidores e engenheiros.

 O certame teve início com a intervenção do presidente da AMCHAM Angola, que realçou a importância da concretização do evento, agradecendo a participação de todos na primeira edição do Fórum da Câmara de Comércio Americana em Angola.

A seguir o Bastonário da Ordem dos Engenheiros de Angola começou o seu discurso informando sobre 26º aniversário da OEA que havia completado 3 dias antes do evento. Falou dos desafios a que estamos expostos por causa das mudanças e da crise que o Angola atravessa, apontando o homem como o melhor recurso para reverter a situação actual que é o abrandamento da do crescimento da economia, e taxas de desemprego elevadas. Disse também que uma boa parte dos engenheiros actualmente desempregados têm competências técnicas e com experiência de trabalho, e para mudar o quadro os mesmos têm que buscar competências nas áreas da comunicação,  liderança, relacionamento, conhecimentos das áreas financeiras, marketing, comerciais, domínio da língua portuguesa e Inglês.

Apresentou-se o Sr.º Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos Eng.º Diamantino de Azevedo, falando sobre a sua tragetória na área e apontando alguns desafios do sector petrolífero no país.

Exmos. Srs.

Completamos há 3 dias, 26 anos da nossa existência, como Organização dos profissionais de engenharia em Angola e escolhemos este evento, numa parceria com a Câmara de Comércio Americana em Angola, também para comemorarmos o nosso aniversário, na vossa agradável companhia.

Vivemos hoje um verdadeiro clima de mudanças, um momento que exige de cada um de nós, mais trabalho, mais dedicação e, foco nas acções que possam de facto, contribuir na melhoria das condições de vida das nossas populações.

Mas qualquer mudança, acaba sempre por gerar alguma incerteza e se à essa incerteza adicionarmos a crise que há já algum tempo faz morada nas nossas vidas, resta-nos apenas recorrermos ao que temos de melhor em termos de recursos, o Homem. O Homem constitui o nosso mais valioso recurso, para revertermos o quadro menos bom e que a todos incomoda.

A crise trouxe – nos o que ela tem de mais perverso, um forte abrandamento do crescimento da nossa economia e taxas de desemprego preocupantes.

Durante muito tempo acreditamos que determinadas características no perfil do profissional de engenharia, com realce para as competências e conhecimento técnico, eram suficientes para ficarmos imunes ao desemprego.

No entanto a realidade apresenta-nos hoje um grande número de engenheiros, uma boa parte deles com competências técnicas firmadas há muito no mercado do trabalho, em situações difíceis e com reduzida probabilidade de empregabilidade, ou porque foram dispensados ou porque vivem as consequências de reformas antecipadas.

Mas temos de olhar para este cenário com alguma esperança, porque ao termos sido retirados da nossa zona de conforto, fomos despertados para a necessidade de reunirmos as condições, para conferir aos engenheiros novas competências noutras áreas que tradicionalmente não eram reconhecidas como fundamentais para a nossa formação enquanto engenheiros.

Referimo-nos às competências nas áreas da comunicação, liderança, relacionamento, conhecimentos das áreas financeiras, marketing e comerciais e domínio da língua portuguesa. Ao domínio da língua portuguesa, deveremos ainda juntar o domínio de outras línguas, com realce para o inglês. Estas competências podem fazer a diferença e aumentar as hipóteses de empregabilidade.

A vida tem-nos mostrado que mediante um processo de aprendizagem, crescimento, amadurecimento e actualização contínuas, aliada às competências que atrás referimos, pode-se criar o ambiente propício para o surgimento de pessoas que independentemente da sua origem, idade, género, ou formação, saberão sempre para onde seguir, e a forma como deverão desenvolver as suas habilidades, para atingir o resultado almejado.

É nesta senda que iremos organizar o IIIº congresso internacional da Ordem dos Engenheiros de Angola, programado para Setembro de 2019, onde pretendemos juntar engenheiros e especialistas de vários países, para debater sobre as oportunidades de trabalho e o novo papel da engenharia diante de tantas mudanças e em momentos de crise.

Continuaremos a apostar no nosso plano estratégico e a trabalhar na busca de parcerias que nos permitam criar alternativas ao emprego tradicional.

E como sonhar não é proibido, queremos continuar a sonhar, sonhando grande, para que possamos ter um sonho digno das muitas batalhas que ainda temos pela frente, com o objectivo último, de transformar cada uma dessas batalhas, numa realidade com apenas um resultado, o SUCESSO.

Desejo a todos, uma excelente noite e que saiam daqui com o sentimento de ter valido à pena terem – nos proporcionado, o prazer da vossa importante e indispensável participação.


Fonte: Ordem dos Engenheiros de Angola

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