Esta livre circulação defendida por muitos, tem vindo a ser largamente designado por mobilidade, uma mobilidade que se quer disseminada no espaço CPLP e segundo alguns, se alargaria também, por via de Portugal, ao espaço Europeu.Partindo desse pressuposto, pensamos que deveríamos, à partida, clarificar o nosso entendimento sobre a Mobilidade e sobretudo clarificar o que cada um de nós, dentro da CPLP, quer com a essa Mobilidade, para que de facto possamos todos usufruir das vantagens que essa Mobilidade poderá trazer para os nossos profissionais.A circulação de profissionais de engenharia no espaços dos países que têm como língua oficial o português, tem sido largamente discutida entre nós e, em Angola esse diálogo tem vindo a ser levado a cabo não só entre os profissionais de engenharia, mas também entre a OEA e a Associação Profissional dos Engenheiros Técnicos de Angola (APET ), por um lado para definir o enquadramento dos engenheiros licenciados e os engenheiros técnicos angolanos, no quadro das exigências da Sociedade Angolana em relação à Engenharia como factor de desenvolvimento e pilar fundamental da economia produtiva e por outro, para que a circulação de profissionais contribua efectivamente, para uma maior empregabilidade dos engenheiros e engenheiros técnicos Angolanos . Em nosso entender, esta Mobilidade deverá servir para garantir um melhor aproveitamento das diferentes valências dos engenheiros e engenheiros técnicos dos nossos países, garantindo capacitação, formação e a actualização dos profissionais, num processo que permita a empregabilidade de todos, não importa o espaço geográfico, a legislação e a origem do profissional, numa relação de reciprocidade efectiva, onde todos possam usufruir de facto das vantagens que surgirão com base num processo de verdadeira reciprocidade entre os diferentes actores. |